O poeta Zé Vicente desencarnou no dia 09/05/2008. O poeta era um dos grandes expoentes da cantoria de viola da época de Lourival Batista, Otacílio e tantos outros que já estão em cantoria no céu. Com galopes celestiais a festa deve estar rolando solta lá por cima. Aqui em baixo, fica o sentimento de uma perda irreparável, mas a certeza de que os seus versos a morte não pode levar.
Abaixo, uns versos meus baseado no mote de Welington Vicente, poeta e filho de Zé.
Foi assim na partida de Marinho
foi assim na partida de Filó
Lourival despediu-se e foi só
versejar, lá no céu, seu novo ninho
Zé Vicente partiu devagarinho
pois seu tempo já havia esgotado
agradeceu por ter sido convidado
pra cantoria que nunca mais termina
Quando parte um poeta o céu se anima
Por ganhar mais um anjo iluminado.
Ronaldo.

Quando o céu estende seu tapete
O arco íris colorindo a campina
A matéria fraquejada em ruínas
O cansaço não quer mais tamborete
Não aceita pulseira ou braceletes
Pois o dia não amanheceu risonho
Foi morar com São Pedro e Stº Antonio
E cantar com o Arcanjo Gabriel
Quando parte um poeta para o céu
O cair da tarde é mais tristonho.
Autor: Poeta Zé Ilton
como é triste a partida de um poéta
cantador violeiro repentista
zé vicente era topo da lista
em campina teve programação
foi eleito a águia do sertão
cantador de fama e renomado
o seu nome era sempre aclamado
campeão de fama e de estima
quando parte um poéta o céu se anima
por ganhar um anjo iluminado
como outros deixaram na história
os seus nomes gravados com poésia
zé vicente nos deu muita alegria
homem nobre e muito extrovertido
por onde passava era querido
de amigos foi sempre arrodeádo
cantor para pobre e deputado
a história de zé nos leva a rima
quando parte um poéta o céu se anima
por ganhar um anjo iluminado
quando moço olhou para o futuro
sabia que tinha uma carreira
com altos e baixos e ladeira
foi vivendo na bela vocação
de presente ganhou um violão
o destino já estava desenhado
faleceu mais foi condecorado
quem ouve seus versos se aproxima
quando parte um poéta o céu se anima
por g
quando moço olhou para o futuro
sabia que tinha uma carreira
com altos, com e baixos, e ladeira
foi vivendo na bela vocação
de presente ganhou um violão
o destino já estava desenhado
faleceu mais foi condecorado
quem ouve seus versos se aproxima
quando parte um poéta o céu se anima
por ganhar um anjo iluminado
REI VIOLEIRO
REI VIOLEIRO
Letra: Herbert Lucena
Não existi baião sem ter viola
Nem viola sem ter um desafio
Nem peleja que deixe por um fio
O Violeiro-Mestre na sacola
Ele tira os versos da cachola
Com um belo galope improvisado
Para quem ta ouvindo ali do lado
Aprender como faz melhor repente
Só quem sabe essa arte é que sente
O deleite em um verso bem bolado
Com rima, verso e poesia
Construiu o seu legado
Foi cantador afamado
De prosa em demasia
Fez a sua travessia
Lá pras bandas do sertão
Com viola sempre a mão
Decantou a Natureza
Com toda a arte e destreza
Fez escola no repente
Nordestino de Nobreza
Violeiro Zé Vicente
Nasceu lá na Paraíba
Em Pernambuco viveu
Todo nordeste cresceu
E banhou com sua liba
Não há vate que exiba
Dom Maior na poesia
Como ele bem sabia
Declamar a Natureza
Sutilmente, com leveza
Educado e prudente
Nordestino de Grandeza
Violeiro Zé Vicente
Peleja em pé de parede
Foi a profissão mais nobre
Onde defendia o cobre
Para se deitar na rede
Comprar pão, matar a sede
Era pouco o que sobrava
Mesmo assim não recuava
Seguiu sempre com firmeza
Jogou verso em correnteza
Colheu e plantou semente
Nordestina Realeza
Do poeta Zé Vicente
Viveu sempre em armonia
Com o povo aqui presente
Era uma peça irreverente
Da cultura nordestina
Quando lembro me anima
Do poeta Zé Vicente