Arquivo do mês: setembro 2007

Pinto do Monteiro

Lourival Batista vendo o poeta de Monteiro sem dentes disse:
O Pinto já está tão velho,
Que não possui mais um dente!

Pinto busca na natureza a resposta:
Mas essa estória de dente,
Para mim, nada adianta;
Eu não preciso de dente;
Eu quero é peito e garganta:
Pois sabiá não tem dente,
É que mais bonito canta!

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Dica Cultural

Chico Pedrosa é a efervescência da poesia em pessoa, seja no ritmo acelerado com que produz suas poesias, ou no vexame em nos presentear com elas tornando-as públicas.
Na próxima quarta, dia 03 de outubro, o poeta vai estar na loja de Cds Passa Disco, o melhor lugar, em Recife, pra quem gosta de musica boa, lançando seu mais novo CD “Raízes do chão caboclo” com poemas inéditos. Chico, a bem pouco tempo, lançou sua antologia poética num livro chamado “Sertão caboclo”, editado pela Bagaço.
Com certeza este CD deve ser mais uma peça indispensável para quem gosta de poesia, essencialmente, pura e de rara beleza.

Serviço

O quê? Lançamento CD “Raízes do chão caboclo”
Chico Pedrosa
Onde? Passa Disco (Shopping Sitio da Trindade)
Quando? Quarta-feira, dia 03 de outubro
Que horas? A partir da 19h

Com certeza vai juntar um mói de gente boa!

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do Poeta Flávio Leandro

“a distância separa apenas dois olhares, nunca dois corações”

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De Allan Sales

Jesus foi mesmo arretado
Mas pregaram numa cruz
Ferraram nosso Jesus
Bando de cabra safado
O romano potentado
O judeu com mau presságio
Judas foi pedindo ágio
Um traidor mais daninho
Se Jesus é o caminho
Edir Macedo é o pedágio

Aleluia dez por cento
Ali corre a sacolinha
Essa igreja é a morrinha
Onde o Cão tem seu assento
Edir Macedo é nojento
Mas tem dele muito plágio
Tocando o mesmo adágio
Pra ganhar mais dinheirinho
Se Jesus é o caminho
Edir Macedo é o pedágio

O bispo é magnata
Está rico tem milhões
Aleluia com cifrões
E tanta verve barata
A latumia é bravata
A histeria o contágio
Com Satanás fez estágio
Segue o mestre o escrotinho
Se Jesus é o caminho
Edir Macedo é o pedágio

Edir Macedo sacana
Falando desanca Deus
Seus pastores fariseus
Com sua mentira manca
A ganância não estanca
É torto seu apanágio
Eu quero deles deságio
Leio outro pergaminho
Se Jesus é o caminho
Edir Macedo é o pedágio

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Cantadores do Nordeste – Ozi dos Palmares

ozi.jpg

Ozi dos Palmares, como indica o seu próprio nome artistico, é natural de Palmares-PE. No seu trabalho, o principal diferencial é o seu estilo criativo em tocando o seu inseparável violão, criar sons com a sua boca capazes de formar um arranjo perfeito para as suas melodias. Entre os seus vários trabalhos, Ozi já realizou trabalhos com Xico Bizerra, já se apresentou com Dominguinhos e o seu mais recente disco é intitulado “Vontade”. Abaixo, segue o release do novo cd:

“Vontade”

3º álbum do cantor, compositor e instrumentista pernambucano

Ozi dos Palmares

 

Neste novo trabalho o artista faz uma bela viagem por ritmos brasileiros como sambas, frevos embalando corações com suas canções, baladas e boleros falando às pessoas que gostam e que amam estes gêneros  musicais,  de  maneira  intimista, com sua voz e seu violão.

No samba Terno engomado a expressão “eu estava na calçada quando você passou de terno engomado e você ligou..”, traz uma construção não convencional de frases. Este é um samba que busca relembrar uma atmosfera, da malandragem e da conquista típica dos anos 30 e 40, época em que viveram Noel Rosa  e outros bambas do samba. Participação de Leandro Corrêa Sax alto e Soprano, fazendo os contra-pontos .

O bolero Mar salgado tem música de Ozi dos Palmares e letra   da poetisa  Cecília Maciel (Ilha de São Jorge- Açores/Portugal), abordando uma conversa silenciosa sobre seus sentimentos mais profundos  diante da imensidão do mar. Participação de Edson Lallo no Violão solo e Contrabaixo.

Através das músicas instrumentais, Frevo em Bach e Oswaldinho no frevo, esta última dedicada a um dos maiores músicos do Brasil, Ozi rende sua homenagem ao centenário do frevo, tão belo, tão pernambucano e tão brasileiro. Viva o frevo! Participações de Leandro Corrêa Sax alto,Soprano e Sax Tenor,Paulo de Tarso Teclados, Paulo Zen Clarinete e Flauta e Carlão, Bandolins.

Vontade que é também o título de uma das faixas do CD, é o sentimento que incita alguém a atingir um fim proposto, uma aspiração, anseio ou desejo e é esse sentimento que move a trajetória do artista buscando sempre superar etapas anteriores, exemplo disso é que hoje seu nome já é conhecido em Portugal e em diversas partes do Brasil.

Para saber mais acesse: http://ozidospalmares.zip.net ou www.youtube.com

 Para os que ainda não descobriram, ouça, curtam e divulguem. Para Ozi, mais sucesso! A música popular brasileira precisa dele e de novas mentes criativas como Ozi. Abaixo, Ozi canta:

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Do poeta Zé da Luz…

A terra caiu no chão

Visitando o meu sertão
que tanta grandeza encerra,
trouxe um punhado de terra
com a maior satisfação.

Fiz isso na intenção,
Como fez Pedro Segundo,
de quando eu deixasse o mundo
levá-lo no meu caixão.

Chegando ao Rio, pensei
guardá-lo só para mim
e num saquinho de brim
essa relíquia encerrei!

Com carinho e com cuidado
numa ripa do telhado,
o saquinho pendurei…

Uma doença apanhei
e vendo bem próxima a morte
lembrando as terras do norte
do saquinho me lembrei.

Que cruel desilusão!
As traças, sem coração
meterem os dentes no saco,
fizeram um grande buraco
e a terra caiu no chão.

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Dica do Fim de Semana – Show do Sertão ao Litoral

Neste sábado (22/09) na Embaixada do Pajeú, localizada em Apipucos, ao lado da fundação Gilberto Freire, Bia Marinho e seus filhos Greg, Antônio e Miguel e mais uma reca de Pajeuzeiros promovem o show “Do Sertão ao Litoral“. O show vai rolar a partir do meio-dia e lá você encontrará muito forró e muita poesia. Josildo Sá, Maciel Melo, Bia Marinho e sua prole, Anchieta Dalí e muitos outros vão estar por lá. Em homenagem a esse show, transcrevo os versos do eterno João Cabral de Melo Neto:

Foram terras de engenho,
agora são terras de usina.
é o que contam os rios
que vou encontrando por aqui.
Rios bem diferentes
daqueles que já viajam comigo.
A estes também abraço
com abraço líquido e amigo.
Os primeiros porém
nenhuma palavra respondiam.
Debaixo do silêncio
eu não sei o que traziam.
Nenhum deles também
antecipar sequer parecia
o ancho mar do Recife
que os estava aguardando um dia.

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