Arquivo do mês: novembro 2007

Um show da porra

O show “Cantoria” que reuniu 3 menestréis da cantoria brasileira, o pajeuzeiro Maciel Melo, o baiano Xangai e o paulista Renato Teixeira, foi um dos melhores que já fui. Seguem fotos da cantoria.

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Vivência no meu canto

Segue mais uma poesia de minha autoria.

a minha vida é perfeita
tudo que quero, Deus me dá
e do pouco que eu plantar
ganho o triplo na colheita
quando a roça é bem feita
e a semente tem qualidade
tem fartura em quantidade
tem comida pro meu povo
se um dia nascer de novo
não quero ir pra cidade

aqui tenho minha rede
tenho uma cama e um colchão
tenho carne, fava e feijão
água pra matar a sede
um sabiá na parede
tenho a minha liberdade
aqui não tenho saudade
não tem pranto no meu rosto
se um dia nascer de novo
não quero ir pra cidade

aqui tenho o que preciso
bebo água da quartinha
queimo a lenha na cozinha
faço o meu esconderijo
quando uma presa eu avisto
miro bem na sua metade
voa as penas, que maldade
esquento a caça no fogo
se um dia nascer de novo
não quero ir pra cidade

sou um caboco encantado
com as sextilhas que fez Xudú
com o gosto que tem o embú
com o cheiro de “mí” cozinhado
eu nunca quis ser formado
mas tenho escolaridade
sou poeta de verdade
me formei no “mei” do povo
se um dia nascer de novo
não quero ir pra cidade

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Coisas do Interior – Fugão a lenha

Na era da fera do computador, mais coisas pra se dizer benzó deus…

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Ao amigo poeta…

Recebí esse email de um amigo de verdade, que me fez essa bela homenagem num misto de poesia e sentimento. Eu nem sei se mereço tanto mas a vida é feita dessas coisas e hoje em dia é difícil ouvir das pessoas algo bom a seu respeito. Graças a Deus, sempre soube escolher as minhas amizades e a desse caba véi foi uma delas. Segue o email na íntegra:

Ao Companheiro poeta :

Nas andanças dessa vida,
pelos lugares que cruzei,
por tantas ruas e avenidas,
de tantos gostos desfrutei.

Nessas minhas andanças tanta gente encontrei,
muitos companheiros eu fiz e muitos também deixei,
a alguns agradei e a tantos outros apenas seus tempos desperdicei.

Hoje chego numa nova fase de minha vida, onde em meu coração
só habita um amor e pessoas muito queridas,
pessoas assim como você amigo poeta, que acreditam no real valor da vida.

Uma vida para ser vivida, sentindo prazer numa pescaria,
numa lapada de cana com tripa,um forró do bom
bater um papo na mesa de bar com o garçon e por fim
olhar para trás e dizer:
Benzó deus que vida !

Um Abraço do amigo Zé Gordin !!

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O filho do cidadão

Pedindo licença a Jorge Filó que pode ser encontrado em (No pé da Parede), quero divulgar essa belezura de poesia feita por Maciel Melo:


Se eu não fui o filho exato que quiseste
Nem ao menos o que imaginaste
Fui apenas um pouco o que fizeste
E nesse pouco eu ergui a minha haste
Tantas vezes em que me abraçaste
Eu senti o calor da tua mão
Aquecendo minhas culpas com o perdão
Me beijando mostrando o lado certo
Os atalhos, os caminhos, os desertos
O abismo, a curva, a contramão
Me perdoe se as vezes me permito
Que o acaso penetre em meus momentos
Me envolvendo com loucos sentimentos
Desatando os bridões da minha vida
Volta e meia em becos sem saída
Dou de cara, me deparo com a parede
Nos teus punhos eu armava minha rede
Nos teus braços estendia o meu colchão
Hoje eu sinto a falta de um sermão
Que em seguida me davas um confeito
Aprendi que jamais serei perfeito
Ser seu filho é ser sempre um cidadão.

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Coisas do Interior

Moinho

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Galope a beira mar

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é o tempo que passa, é o ano findando/
é o final de ano, que já vem sorrindo/
cadê meu presente? diz logo os menino/
já tem velho gordo se fantasiando/
vestindo vermelho com um saco de pano/
é o filho pedindo e o pai a comprar/
fazendo um esforço pro dinheiro dá/
e a papai noel, o filho agradece/
descobre a mentira só depois que cresce/
cantando galope na beira do mar.

é uma família, confraternizando/
é um ano velho, já se despedindo/
é o triste badalo da boca de um sino/
é um filho dormindo e o outro chorando/
é muita comida, champanhe estourando/
um abraço fraterno que alguém vem me dá/
um outro nem tanto, conheço do olhar/
já é meia-noite, e é folha virada/
e a festa se estende pela madrugada/
cantando galope na beira do mar

Autoria: Ronaldo Cisneiros.

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