A nós mesmo

Mais um ano vai chegando ao fim e outro ano já vem à galope querendo chegar. Os problemas continuam quase os mesmo. Fala-se em transposição, em seca, em fome, falta de oportunidades, de incentivos… problemas tão seculares e que parecem que nunca serão resolvidos. Na era em que estamos, onde todo setor social por mais tradicional que seja, já sofreu o impacto da evolução tecnologica e social que o mundo alcançou, os problemas que afetam nós Nordestinos {Nordestinados como eu} continuam sem solução aparente. Ainda se vê, pasmem, pessoas sofrendo com a falta de água para fazer qualquer coisa que seja e ÁGUA é necessidade básica do ser humano. Ainda se vê, pasmem, gente passando FOME e comida é básico para manter a vida ativa.

Na minha concepção, falta vontade de quem nós escolhemos para fazer essas coisas por nós e de NÓS mesmos. Nós somos preconceituosos com nós mesmos, sim. Quer ver exemplos? Vamos a eles…uma das grandes riquezas de Pernambuco, em particular, é o frevo e o forró. O forró ainda consegue se afirmar mas a grande massa venera um tipo de forró, que nem o som de uma sanfona se escuta. O frevo é esquecimento e gozação. O jovem que disser que gosta de frevo, em Pernambuco, pode ser taxado, no mínimo, de velho. E se o frevo fosse Baiano? Sei não, mas possivelmente eles saberiam valorizar mais que nós.

Cantoria de Viola, Embolada, Repente, Cordel, Poesia…rapaz, isso é coisa que pouco se escuta e se valoriza. E nem se respeita. É coisa pra quem gosta mesmo. Eu, jovem de 26 anos, gosto de tudo isso e vez por outra, tem alguém que acha que tem o direito de me perguntar porque eu gosto dessas coisas…isso é demais! Mas é assim que funciona, infelizmente. Enquanto o preconceito existir, enquanto agente botar pra lascar na gente mesmo, a nossa evolução vai continuar caminhando para uma involução e nossos problemas nunca serão resolvidos porque agente não faz nem a nossa parte.

Em 2008 esse blog volta com força total, sendo uma peça na engrenagem como sempre foi. O papel desse blog é se juntar a dezenas de outras iniciativas pontuais de pessoas que lutam para que a cultura nordestina seja respeitada, sem sombra de dúvidas. No próximo ano a luta deve continuar, a batalha é difícil, mas ainda tem soldados na guerra.

Forte abraço a todos e Feliz 2008, Ronaldo C. Veras.

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