Arquivo do mês: fevereiro 2008

Poeta Adiel Luna num moderno Galope a beira-mar

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Petrúcio Amorim por Paulo Matricó

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Antônio Pereira de Moraes – O Poeta da Saudade

Conhecido como o poeta da saudade, Antônio Pereira nasceu a 13 de novembro de 1891, no sítio Jatobá, hoje município de Itapetim, onde viveu até a morte, a 07 de novembro de 1982. Violeiro e poeta popular, ele mal assinava o nome e nunca fez da arte a sua profissão, tendo sobrevivido como modesto agricultor.

Antônio Pereira participava de jornadas de improviso apenas com os amigos e os seus versos sobreviveram ao tempo porque eram repassados verbalmente pelos seus admiradores que os decoravam. Em 1980, com a ajuda de amigos, publicou seu único folheto, “Minhas Saudades”, uma coletânea de sua poesia.

Alguns versos do poeta:

Saudade é um parafuso
Que na rosca quando cai,
Só entra se for torcendo,
Porque batendo num vai
E enferrujando dentro
Nem distorcendo num sai.

Saudade tem cinco fios
Puxados à eletricidade,
Um na alma, outro no peito,
Um amor, outro amizade,
O derradeiro, a lembrança
Dos dias da mocidade.

Saudade é como a resina,
No amor de quem padece,
O pau que resina muito
Quando não morre adoece.
É como quem tem saudade
Não morre, mas adoece.

Adão me deu dez saudades
Eu lhe disse: muito bem!
Dê nove, fique com uma
Que todas não lhe convêm.
Mas eu caí na besteira,
Não reparti com ninguém.

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Vital Farias em Cantoria na Paraíba

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Uma história de Erickson Luna

li-erickson_gif.jpg Certa feita, na frente do Mercado da Boa Vista, estava Luna. Dia de Segunda-feira, em frente a porta do mercado, quando se aproxima dele um belo carro e dentro dele um executivo. O executivo abaixa o vidro elétrico do carro e diz:
– Erickson Luna!
Luna, responde:
– Como vai? Vais pra onde?
O executivo responde:
– Vou trabalhar.
E o poeta Luna, reponde assim:
– Não lhe invejo.

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Zeto e Bia Marinho

zetoebia.jpg

Zeto foi cantor, compositor, poeta e cantador versátil, cujo estilo e talento transitava do clássico ao regional. Há quem diga que Zeto foi o Raul Seixas do Sertão. O poeta Zeto desencantou em 15 de outubro de 2002. A foto acima foi feita por Paulo Carvalho e quem, gentilmente, me enviou foi o poeta Zelito Nunes. A foto é, sem dúvida, uma relíquia.

ANDARILHO

Vou cantar com total atrevimento
Imitar os ciganos andarilhos
Percorrer os caminhos dos trocadilhos
Vendo louro inventar um novo invento
Misturar poesia e andamento
Construir uma estradeira
Ter um sonho normal numa esteira
Numa noite no lindo Moxotó
Caminhar nas estrelas vendo o pó
Das passadas da glosa derradeira

Imitar o pavão com suas cores
Vou vestir colorido em minha vida
Tratarei como sábio esta ferida
P’ra lembrar a loucura dos amores
Pois os loucos os grandes sabedores
Dão ao lúcido a loucura do real
Pra mostrar que o bem intencional
Faz morada em lugar bem diferente
Qualquer cor, qualquer dor é sempre gente
Sugerindo a paixão o seu aval

A tarefa é não ter nenhum caminho
P’ra encontrar o caminho do não ter
Ser irmão do bonito amanhecer
Ser agulha seguindo o seu alinho
Encontrar multidões quando sozinho
Colocar tom menor no violão
Ser maior entoando uma canção
Perceber quanto tempo falta ainda
Colocar no cabelo a fita linda
Como fosse uma estrofe de canção

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Mais uma de Pinto do Monteiro

Certa feita, cantando com João Furiba para uma pequena platéia na qual havia um soldado, Furiba, depois de improvisar várias estrofes elogiando o praça, recebeu em troca uma paga muito pequena e assim terminou:


Sei que perdi o meu tempo
Em querer lhe elogiar.

Pinto continuou:


Forçar eu não vou forçar
Porque a força é pequena,
Matá-lo também não posso
Que a Justiça condena,
Mas Lampião ter morrido
Oh! Coisa pra fazer pena!!!

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