Arquivo do mês: maio 2008

Morre um pedaço do Quinteto Violado

A vida é muito surpreendente. Essa semana estava vendo um programa de TV com o Quinteto Violado e observava a lucidez e o espírito de paz do grupo, especialmente do contra-baixista Toinho Alves. Hoje, vou olhar a ordem da finais da Copa do Brasil no site do JC e me deparo com a notícia da morte de Toinho. Até o momento acredita-se que a causa-morte tenha sido um infarto.

É uma pena, pois deve ser uma perda muito grande para o grupo.  Por outro lado, Toinho deve estar num lugar bem melhor. Descanse em paz, Toinho! A música nordestina está de luto.

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Com Peba, pamonha e carne de galinha!

FIM DE FEIRA & CONVIDADOS

A banda Fim de Feira inicia temporada nesta quinta-feira, 29 de maio, no bar Cortiço, em Casa Forte. O repertório vai do forró tradicional ao carimbó, passando pelo maxixe, baião, côco, repente e declamações de poesia de cordel. O primeiro registro musical chama-se “O Incrível Coice do Preá”, CD lançado em 2006. A banda realizou, em 2007, uma excursão pela Europa, onde se apresentou em Barcelona e Londres. Atualmente a banda Fim de Feira está finalizando seu primeiro trabalho exclusivamente autoral que se chamará “A Revolução dos Pebas”. O disco, com produção musical de Herbert Lucena, será lançado no segundo semestre de 2008.

SERVIÇO
Fim de Feira & Convidados
Quinta-feira, 29 de maio
Bar Cortiço (Praça de Casa Forte)
R$ 8,00
22h
Reserva de mesa: 3268.4977

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Homenagem a Zé Vicente da Paraíba

O poeta Zé Vicente desencarnou no dia 09/05/2008. O poeta era um dos grandes expoentes da cantoria de viola da época de Lourival Batista, Otacílio e tantos outros que já estão em cantoria no céu. Com galopes celestiais a festa deve estar rolando solta lá por cima. Aqui em baixo, fica o sentimento de uma perda irreparável, mas a certeza de que os seus versos a morte não pode levar.

Abaixo, uns versos meus baseado no mote de Welington Vicente, poeta e filho de Zé.

Foi assim na partida de Marinho
foi assim na partida de Filó
Lourival despediu-se e foi só
versejar, lá no céu, seu novo ninho
Zé Vicente partiu devagarinho
pois seu tempo já havia esgotado
agradeceu por ter sido convidado
pra cantoria que nunca mais termina
Quando parte um poeta o céu se anima
Por ganhar mais um anjo iluminado.

Ronaldo.

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Vai ser bom assim na baixa da égua…

Eu e o Galo-de -Campina.

Triste sina de um Galo-de-Campina
Que era alegre bem antes da prisão,
Mas foi preso nas grades do alçapão
E hoje chora no canto a triste sina.

Eu também tive a sina repentina,
Pois um dia fui livre e hoje não.
Na tristeza, esse Galo é meu irmão:
Minha sina da dele é copia fina.

Hoje a casa do Galo é a gaiola.
Notas tristes no canto é que ele sola.
A saudade do Galo – a vastidão.

O meu canto é um canto de lamento.
A gaiola é o meu apartamento.
E a saudade que eu sinto é do sertão.

Poeta Vinícius Gregório

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Arrocha, poeta!

PODE SER UM DOM DEUS
QUE POR MIM FOI LAPIDADO
CHEGA FICO ADMIRADO
AO RELER OS VERSOS MEUS
FOI MOISÉS QUEM ESCREVEU
NA TÁBUA, COM GIZ DE CERA
QUE MEU VERSO É A SEMENTEIRA
E COM RIMAS VOU AGOANDO
MEU VERSO É PEDRA ROLANDO
DESCENDO UMA RIBANCEIRA

UM REPENTISTA AFAMADO
EU, UM DIA, AINDA VOU SER
VOU PRO RÁDIO OU PRA TV
DEIXAR MEU VERSO MARCADO
VOU MANDAR O MEU RECADO
A ESSA TERRA ALTANEIRA:
NÃO HÁ NO MUNDO QUEM QUEIRA
VER A TRISTEZA IMPERANDO
MEU VERSO É PEDRA ROLANDO
DESCENDO UMA RIBANCEIRA

DEUS ME PERGUNTOU UM DIA:
SE QUERO POBREZA OU DINHEIRO
E EU RESPONDÍ BEM LIGEIRO
QUE DINHEIRO EU NÃO QUERIA
EU QUERO UMA VIDA SADIA
MINHA TERRA E UMA ALMA BREJEIRA
ESCUTAR O CHIAR DA PORTEIRA
E O SOM DA SANFONA TOCANDO
MEU VERSO É PEDRA ROLANDO
DESCENDO UMA RIBANCEIRA

AS ÁGUAS DE UMA NASCENTE
VÃO DESCENDO RIO ABAIXO
NAS MARGENS, NO MATO BAIXO
BRILHA O SOL INCANDESCENTE
CHEGA A NATUREZA SENTE
QUE A FARTURA VEM LIGEIRA
POIS A ÁGUA CORREDEIRA
BENZÓ DEUS! DESCE MOLHANDO
MEU VERSO É PEDRA ROLANDO
DESCENDO UMA RIBANCEIRA

aí lá vem Dedé Monteiro:

Valeu, Poeta Ronaldo,
Repentista-regra -inteira!
Vi que, por essas estrofes
Desta feliz terça feira,
Seu verso é pedra rolando
Descendo uma ribanceira!

Um abraço!

Dedé Monteiro

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Um galope a beira-mar

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Acunha, Dedé Monteiro

Minha fé em Jesus encheu-me a vida
de uma força talvez superior
mas Jesus é divino, eu pecador,
e a promessa que eu fiz não foi cumprida
Sinto na alma uma espécie de ferida
sempre aberta e sem jeito de sarar
que os garranchos do tempo, por azar,
não lhe dão um minuto de repouso…
Minha vida é um filme tão penoso
Que eu deixei de assistir pra não chorar

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