Homenagem a Zé Vicente da Paraíba

O poeta Zé Vicente desencarnou no dia 09/05/2008. O poeta era um dos grandes expoentes da cantoria de viola da época de Lourival Batista, Otacílio e tantos outros que já estão em cantoria no céu. Com galopes celestiais a festa deve estar rolando solta lá por cima. Aqui em baixo, fica o sentimento de uma perda irreparável, mas a certeza de que os seus versos a morte não pode levar.

Abaixo, uns versos meus baseado no mote de Welington Vicente, poeta e filho de Zé.

Foi assim na partida de Marinho
foi assim na partida de Filó
Lourival despediu-se e foi só
versejar, lá no céu, seu novo ninho
Zé Vicente partiu devagarinho
pois seu tempo já havia esgotado
agradeceu por ter sido convidado
pra cantoria que nunca mais termina
Quando parte um poeta o céu se anima
Por ganhar mais um anjo iluminado.

Ronaldo.

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7 Comentários

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7 Respostas para “Homenagem a Zé Vicente da Paraíba

  1. José Ilton de Souza

    Quando o céu estende seu tapete
    O arco íris colorindo a campina
    A matéria fraquejada em ruínas
    O cansaço não quer mais tamborete
    Não aceita pulseira ou braceletes
    Pois o dia não amanheceu risonho
    Foi morar com São Pedro e Stº Antonio
    E cantar com o Arcanjo Gabriel
    Quando parte um poeta para o céu
    O cair da tarde é mais tristonho.

    Autor: Poeta Zé Ilton

  2. JOSE DOROTEU FERREIRA

    como é triste a partida de um poéta
    cantador violeiro repentista
    zé vicente era topo da lista
    em campina teve programação
    foi eleito a águia do sertão
    cantador de fama e renomado
    o seu nome era sempre aclamado
    campeão de fama e de estima
    quando parte um poéta o céu se anima
    por ganhar um anjo iluminado

  3. JOSE DOROTEU FERREIRA

    como outros deixaram na história
    os seus nomes gravados com poésia
    zé vicente nos deu muita alegria
    homem nobre e muito extrovertido
    por onde passava era querido
    de amigos foi sempre arrodeádo
    cantor para pobre e deputado
    a história de zé nos leva a rima
    quando parte um poéta o céu se anima
    por ganhar um anjo iluminado

  4. JOSE DOROTEU FERREIRA

    quando moço olhou para o futuro
    sabia que tinha uma carreira
    com altos e baixos e ladeira
    foi vivendo na bela vocação
    de presente ganhou um violão
    o destino já estava desenhado
    faleceu mais foi condecorado
    quem ouve seus versos se aproxima
    quando parte um poéta o céu se anima
    por g

  5. JOSE DOROTEU FERREIRA

    quando moço olhou para o futuro
    sabia que tinha uma carreira
    com altos, com e baixos, e ladeira
    foi vivendo na bela vocação
    de presente ganhou um violão
    o destino já estava desenhado
    faleceu mais foi condecorado
    quem ouve seus versos se aproxima
    quando parte um poéta o céu se anima
    por ganhar um anjo iluminado

  6. HERBERT LUCENA

    REI VIOLEIRO
    REI VIOLEIRO
    Letra: Herbert Lucena

    Não existi baião sem ter viola
    Nem viola sem ter um desafio
    Nem peleja que deixe por um fio
    O Violeiro-Mestre na sacola
    Ele tira os versos da cachola
    Com um belo galope improvisado
    Para quem ta ouvindo ali do lado
    Aprender como faz melhor repente
    Só quem sabe essa arte é que sente
    O deleite em um verso bem bolado

    Com rima, verso e poesia
    Construiu o seu legado
    Foi cantador afamado
    De prosa em demasia
    Fez a sua travessia
    Lá pras bandas do sertão
    Com viola sempre a mão
    Decantou a Natureza
    Com toda a arte e destreza
    Fez escola no repente
    Nordestino de Nobreza
    Violeiro Zé Vicente

    Nasceu lá na Paraíba
    Em Pernambuco viveu
    Todo nordeste cresceu
    E banhou com sua liba
    Não há vate que exiba
    Dom Maior na poesia
    Como ele bem sabia
    Declamar a Natureza
    Sutilmente, com leveza
    Educado e prudente
    Nordestino de Grandeza
    Violeiro Zé Vicente

    Peleja em pé de parede
    Foi a profissão mais nobre
    Onde defendia o cobre
    Para se deitar na rede
    Comprar pão, matar a sede
    Era pouco o que sobrava
    Mesmo assim não recuava
    Seguiu sempre com firmeza
    Jogou verso em correnteza
    Colheu e plantou semente
    Nordestina Realeza
    Do poeta Zé Vicente

  7. Adilmo

    Viveu sempre em armonia
    Com o povo aqui presente
    Era uma peça irreverente
    Da cultura nordestina
    Quando lembro me anima
    Do poeta Zé Vicente

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